segunda-feira, junho 05, 2006

quinta-feira, maio 04, 2006

Lathring

Vejo a tua cara envolta em névoa, o teu sorriso a dizer-me que sim, que há um futuro para nós os dois, um futuro radiante, cheio das coisas de que são feitos os sonhos. Os nossos. É assim que sei que poderá ser. Sei que sim. É difícil ter certezas nesta vida, mas esta eu tenho. Tu e eu. Por muito que custe agora esta separação imposta pela impossibilidade. Não quero pensar em mais nada.

quarta-feira, abril 26, 2006

In Utero

O Senhor Marquês faz hoje 35 anos. Huraaaaah! Ou não...?

quinta-feira, abril 20, 2006

A Senha Secreta

Na minha cama. No meu quarto. No duche. Na praia. Na Universidade. No restaurante. No bar. No carro. No jardim. No cinema. No autocarro. No centro comercial. No comboio. Na Zara. No estacionamento. No avião. Em Londres. Em Manchester. Em Paris. Em Amesterdão. Em Roterdão. Em Bolonha. Em Weimar. No Atlântico. No Mediterrâneo. Na Biblioteca. No Tirreno. No McDonald’s. Numa rave. Na igreja. Na tua boca.

Technicolour II

Como uma vibração intelectual, escarrapachado no meio do espectro cromático, o Verde pode ser um problema. È que existem muitos verdes dentro do próprio verde e cada um tem o seu QI diferente. Existe o Verde que nunca deveria ter acontecido, o Verde estúpido, o Verde que está verde de inveja, e existe também o verde assim-assim, um verde quero-lá-saber. Mas algures, dentro do Verde, existe um Verde aqui e ali, um verde com algo para dizer, um verde inteligente, um Verde com alguma integridade. É este o tipo de Verde para mim e para vocês, aquele verde com quem devemos ser vistos, vívido, vibrante, vivendo a sua vida. Deveríamos passar a maior parte das nossas vidas, eu e vocês, com um verde destes, pode ser que algo dele passe para nós…

quarta-feira, abril 19, 2006

Technicolour

Um dia, muito antes do mundo começar, no princípio do Tempo, quando a Luz estava a decidir quem deveria entrar no espectro cromático, o Amarelo estava em sarilhos porque o Verde não queria que ele fizesse parte do espectro, não se sabe bem porquê, talvez por alguma espécie de inveja primordial, mas o facto é que isto magoou imenso o Amarelo, que chorou lágrimas amarelas durante várias Eternidades. Ao saber disto, o Azul decidiu actuar e chamou o Verde para uma pequena conversa, fazendo-o ver que se ele e o Amarelo se juntassem, não que o quisessem fazer, mas podia acontecer, fariam eles próprios o seu Verde... Ora o Verde ouviu a conversa do Azul e percebeu o que ele queria dizer. Deixou então que o Amarelo entrasse no espectro. As coisas acabaram por se resolver a contento de todos: o Amarelo ficou com os limões e o Verde ficou com as limas.


terça-feira, abril 18, 2006

Helix

Penso estar a criar um mito de mim próprio.

Gravastar

We're all in the gutter... but some of us are looking up your arse...
Mais palavras para quê?

Touché

"You are a magnificent cunt", diz o Mayor de NYC a Jodie Foster, ao que ela sorri e agradece, enlevada...
Grande frase, de um grande filme: Inside Man, a Spike Lee joint.

terça-feira, abril 04, 2006

kuri-kuri

Naquele dia em especial as recordações pareceram-me estar profundamente presentes. Olhava em volta e via sombras, lugares, cantos, esquinas reconhecidas e sentidas, como se tudo aquilo se tivesse passado ontem e não há vinte anos. Encostado ao jipe, esse símbolo da minha prosperidade conseguida a preço terrível, com um céu cinzento a ameaçar chuva a qualquer momento, senti-me outra vez jovem, com a carne e o espírito frescos, pronto a tomar o mundo de frente, sem medo. As pessoas à minha volta pareciam flutuar numa meia-luz líquida, impressionista. Este meu mundo de hoje é um lugar estranho, cinzento, vazio de maravilhas e de espantos, tudo aquilo que eu jurava a pés juntos não conseguir viver sem. Mas aqui estava eu, no mesmo sítio, estes anos todos depois daquele Verão em que tudo se passou e em que eu achei, com todas as forças do meu ser, que estava apaixonado e que isso iria definir toda a minha existência daí para a frente. Como estava certo. E como estava errado. Sim, estava apaixonado, sim isso definiu a minha vida. Mas não como eu estava à espera. A minha vida foi definida. Mas pela face contrária. Pela perda, pela admissão de um falhanço absoluto, pela impossibilidade de um regresso aqueles dias na Arcádia. Essa Arcádia que era aqui, neste mesmo local. Do alto do monte, olho e vejo o que já lá não está, um mundo dourado de esperanças, de amores prontos a deflagrarem, de sensações e de toques, de inflamados corações. Tanto tempo. E eu já não sou o mesmo, nem consigo sorrir. Só consigo sentir o metal frio do Range Rover a lembrar-me a distância entre as recordações e a realidade actual. Sei que se entrar naquele enorme palácio, estarei a voltar a um tempo sem tempo, a uma suspensão de partículas sem nome. Sei que estarás lá. E essa contingência faz-me estremecer. Fecho os olhos. depois.

segunda-feira, abril 03, 2006

Fixão

"... e por entre os destroços de uma coisa finita, cinzenta, inconcebível e bifurcada, os braços estendidos de uma esperança metálica esbanjam o encantamento dourado de quem não tem, nem pode ter, nada mais a perder. Toda a vista em redor não assume mais que a existência. Estamos deitados sob o luar de uma visão de gelo e pele. Pass this on. A mensagem até é simples, nós é que já não conseguimos saber se, até que um dia... nada como será o fim e todas as coisas em redor de uma negra admissão de uma culpa que não nos pertence. Porque não podemos ir brincar lá para fora?"
Charles Stuart, "The Slickest Metals", 2004

sexta-feira, março 31, 2006

Em segredo III


Palácio do Vidigal.
Praça de touros vista da galeria Sul. Símbolo do gosto de D. Carlos pelas tradições do seu povo, foi palco de tardes de folia nas lides tauromáquicas. Tem muitas histórias para contar, boas e más, com lendas e maldições à mistura. Mas a tragédia maior foi a de um Rey que perdeu o sentido e o amor do seu povo...

Esta noite

Já disse aqui e repito: não há nada mais fascinante do que má música de génios. É por isso que este álbum de Bowie me é tão querido: Tonight, 1985. Seguindo o grande sucesso de "Let's Dance" (1983), este foi o primeiro mau disco da até aí impecável produção de Bowie. E marcou o final de alguma coisa nele, porque a seguir a coisa deixou de correr bem... De qualquer modo, este é o disco de "Loving The Alien", no esplendor dos seus 7.09 minutos, e de "Blue Jean", dois clássicos absolutos na discografia do senhor.
Devo referir que o álbum seguinte, "Never Let Me Down Again", de 1987 é igualmente mau e igualmente fascinante...

quinta-feira, março 30, 2006

Em segredo II

Palácio do Vidigal, galeria da fachada sul. Com o sol da Primavera a brilhar, ainda o infortúnio parece maior. Pede vida, pede animação, pede alma!

quarta-feira, março 29, 2006

Em segredo I

Portugal tem destas coisas.
Este é o Palácio do Vidigal, na estrada entre Vendas Novas e Canha. Foi mandado construir pelo Rey D. Carlos, em 1896, e pertence hoje à Fundação da Casa de Bragança. Está situado no meio de uma gigantesca Herdade com 9900 ha e está fechado. É um edifício de traça graciosa, com risco do próprio Rey, que nunca viu a sua obra terminada. Como é propriedade privada, não pode ser visitado e está vazio, fechado, à espera de...
Património deste não abunda em Portugal e é assim que é tratado.
Possa este apelo servir para, ao menos, as pessoas irem visitá-lo.
Já será alguma coisa.

... espuma...

Quero ser invisivel
Quero ser ar
Quero ser água
Quero ser espuma
Quero ser nada
Quero ser Amor
Quero ser Tudo
Quero ser Deus
... naturalmente.

cuckoo

Porque será que a nossa loucura nos parece sempre mais normal do que a dos outros?

terça-feira, março 28, 2006

Tramellmobile

Miss Tramell em Londres ao volante de uma destas belezas, o Spyker C8 Laviolette. Será esta a melhor combinação Diva/Máquina de sempre?

The Second Coming

E 1992 transforma-se em 2006 e os devotos agradecem e sentem o chamamento...
Tal como a palavra de Deus ou de Maomé, a palavra de Catherine Tramell é Lei e Mandamento e Ordem.
Em Março, os instintos básicos tomam conta do planeta.
E Sharon Stone reclama o Seu lugar de Criatura Divina, com os seus filhos em adoração.
Amen!

cool


Uma grande surpresa, um prazer recém-descoberto, um profundo gozo, assim é este album do saxofonista Praful, um disco que é dificilmente classificável, mas voga entre um lounge sofísticado e inteligente e um new-age sem tiques, para produzir um estimulante cocktail de sons e culturas. Continuo a afirmar que há muito poucad coisas que batam o prazer de uma descoberta musical inesperada.

V

Confesso que não estava à espera. Este não é o típico blockbuster de Verão para idade mental de 12 anos, com explosões e afins à velocidade da luz e do esquecimento. Quem estiver à espera de um "Matrix" feito em Inglaterra, vai ficar decepcionado. Este é um grande filme de acção, com um look poderoso, um cast acertado e uma história com terríveis e assustadoras resonâncias contemporâneas. Nada mau para os irmão Matrix. Só é pena que não tenham sido eles próprios a realizarem o filme, porque James McTeigue faz à maneira de..., mas sem nunca lá chegar, falhando, de certa forma, o golpe de asa que transportaria o filme para outra dimensão.
E um desabafo: um filme destes todo falado em inglês de Inglaterra, que maravilha, música para os ouvidos! O que me leva a concluir que Natalie Portman fez um grande trabalho. E a voz de Hugo Weaving, um prazer!
Evitem os preconceitos e vão ver, nestes dias de terrorismo e seguranças todas-poderosas a justificarem tudo, dá que pensar, em especial porque Londres é já ali...

sábado, março 25, 2006

...deixa a manhã dizer...

As lágrimas que partilhamos servem para tornar esta a nossa realidade.

perdoa



Foram as lágrimas que mais prazer me deram em muito tempo, choradas por mim, sentidas por mim, lágrimas boas, lágrimas puras.

Quando ouvi a canção pela rimeira vez fiquei a saber que a teria que ouvir contigo, porque sim, porque era.

E tudo graças a esta grande senhora e à sua música, às suas palavras. Primeiro foi o sorriso, depois o arrepio, a evidência, as lágrimas e a certeza.

A minha vida era só melancolia
Até você me aparecer um dia
Como se fosse uma rosa fugidia
Fez dos meus sonhos esta louca fantasia
Ainda sinto o seu perfume encantador
E nos meu lábios, os teus beijos sedutores
Perdoa, meu amor, perdoa
Perdoa se me tens amor
Marisa Monte - Perdoa Meu Amor, Universo ao meu Redor, 2006

Mereces o mundo...

quinta-feira, março 23, 2006

Nordic flavour

Vindos do Norte, em disco século XXI, com todos os sabores de todas as músicas. Moroder com um cérebro e educação superior.
O calor das máquinas, cortesia da Noruega.

Ha!

O prazer! A própria luxúria! O segredo! A maravilha!
Nada, mas mesmo nada se compara a um Moleskine!
A minha existência confiada às folhas deste prodígio...

sexta-feira, março 03, 2006

Box

Como uma caixa chinesa.

Blue Skies

Todos os céus azuis dentro da minha cabeça.

semfim

Todos os fins de todos os dias das nossas vidas.

Manathan Raj

Que o esplendor desta coisa que somos nós continue no esplendor de todas as coisas que são o mundo.

A Linha de um novo Horizonte?

Sendo que a noite é o espaço por excelência dos amantes, será todo este brilho de néon sinal de que os afectos estão também... artificiais...?

Aha!

Porque será que só se consegue cumprir um amor perfeito através dos mais perfeitos clichés...?

Twynings

The most you can expect in your lifetime is to find your soul mate.
I guess I am one of the lucky bastards.

Phoenix


Sinto-me a própria Fénix, renascida das cinzas, pronta a conquistar o mundo.
Sim. Tu.

quinta-feira, março 02, 2006

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Need

Ontem senti uma necessidade absoluta de falar contigo, de ouvir a tua voz, de te saber com vida, comigo. Foi uma necessidade imperial sem resistência possível, absolutamente egoísta. E quando te ouvi tudo voltou a ser claro e a fazer sentido. É assim. Como o respirar, preciso de ti. Simples, não é? E não apetece lutar contra essa necessidade. As voltas que a vida dá...

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do dever IV

Uma descoberta: Shpongle. Nothing Lasts, but Nothing is Lost. Todas as músicas do mundo num só CD. Muito bom. Gosto quando estas coisas me aparecem vindas do lado nenhum. E é muito bom. Todas as electrónicas destes mundos e de outros quaisquer que possam por aí aparecer. Grande Simon Posford!

Ending


Brokeback Mountain. Pelo fim. Pela inevitabilidade dos sentimentos. Pela urgência do Outro. Pelas escolhas e pelo que não se pode controlar nelas. Pelo sentido de estar com alguém. Pela falta de sentido de estar com alguém. I wishi I knew how to quit you. Pela declaração de intenções. Pela impossibilidade de ser de outro modo, de sentir de outro modo. Pela promessa solene. Pelo cumprimento de Nós, em oposição ao um Eu só e imcompleto. Por dois grandes actores. Por um Heath Ledger capaz de dizer tudo, sem uma única palavra. Pela camisa ensaguentada mantida como símbolo Daquele momento em que se sabe, sem dúvidas e com uma certeza terrível que nunca mais seremos os mesmos. Porque já não pertencemos a nós próprios. Esse terrível momento. Porque para o amor nada mais serve do que a Eternidade.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do Dever III

Não são os Portishead. Mas tocam-me bastante. Chamam-se Ilya e têm um álbum chamado "They Died For Beauty". A senhora tem uma grande voz e tudo aquilo tem um ar de elegante desconchavo. Gosto.

Miracolo



Em frente à nossa casa.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Pan Nirvana

Ok. Concerto dos Depeche Mode numa semana; no fim-de-semana novidades de Madonna: novo vídeo, "Sorry" a prolongar o regabofe de "Hung Up", desta vez sobre patins e, Oh Deuses do Céu!, a mesma canção remisturada pelos Pet Shop Boys! Haverá maior felicidade? Haverá? E, além disso, este ano o dia dos namorados significa, de facto, alguma coisa! Parece-me muito bem. O Senhor Marquês regozija! Amen!

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Breathe

O meu tempo contigo é tudo ao mesmo tempo, é o espanto de cada vez como se fosse a primeira, os teus olhos são o reflexo da minha vida, passada e futura. Só isso interessa.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

DM

I prefer you behind the wheel.

Touring The Angel

O Senhor Marquês esteve ontem no Pavilhão Atlântico no concerto dos GRANDES Depeche Mode. Oh Meu Deus! O que fazem os anos, a nostalgia, os anos 80, tudo em total harmonia numa alegre conjunção de trintões já entradotes e grisalhos e de jovens loucos como nós o haviamos sido nos idos de 1980. Entre hits novos e clássicos de sempre ("Just Can't Get Enough", para sempre a primordial canção dos DM),o triunfo de uma máquina bem oleada, com a segurança de quem anda na estrada desde sempre. Enfim. E porque é que cada vez que o Martin L. Gore pegava no microfone, a sala vinha abaixo? E um momento, o final do concerto, "Goodnight Lovers", cantado a dois, um final perfeito para uma noite perfeita. É, não vale a pena lutar os eighties serão para sempre o meu tempo. Mesmo passados todos estes anos, sons, vidas, corpos, amores e desamores. E "Playing The Angel" até não é um mau album, all said and done.
E tu estiveste lá comigo, a meu lado, a saber e a sentir tudo aquilo. Momentos como este fazem parte de uma vida. A nossa. Pace.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do dever II

Sei que é um sortilégio. Mas gosto. Editors. The Back Room. Não se pode fugir aos anos 80...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Hansaman

Point taken.

Ectomorphic

The End is the Beginning is the End...

Thundered

What else is there?

Rhythm is Blood.

Paralyzed

Rhythm is God.

Solarized

Rhythm is Life.

Narcotized


Rhythm is Divine

Constant II

As tuas lágrimas são a própria essência da minha vida.

Constant

És a minha casa.

Blaco


It is so.

... without...

Fort Minor, Believe me...

Hoompaloompa

I Am The God Of Hellfire And I Bring You Love!

Supernature

You don't stop, you can't stop...


quarta-feira, fevereiro 01, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do Dever

Ouçam quando a música de dança e tudo à sua volta se apropria do resto de todas as músicas e se tranforma em algo de novo e maravilhoso.

Ouçam, chama-se Whitey: The Light At The End Of The Tunnel Is A Train...

VoX

As minhas vozes: Sylvian; Bowie; Annie Lennox; Alison Moyet; Maggie Reilly (sim, a do Mike Oldfield, Moonlight Shadow e tudo…); Jon Marsh (The Beloved); Beth Orton; Billie Holliday; Chet Baker; Dusty Springfield…
Mas Sylvian… sempre me intrigou imenso saber o porquê do fascínio por ele, por aquela voz… mas falham-me sempre as palavras, ou são de menos, ou são de mais… Vou tentar: a voz de Sylvian acaricia-me a alma, titila-me partes do cérebro que eu não sabia que tinha, faz-me cócegas ao ouvido interno. Transporta-me. Para todo o lado e para lado nenhum. Como eu gosto. O importante é a viagem. Um chá de cerejas negras do Japão. Um entardecer no Rajastão. O toque da seda na pele. O absoluto. O Absoluto. My Darkest Dreaming. Assim. Pode ser? Sinto que poderia escrever para sempre e mesmo assim não conseguiria chegar lá. Por defeito, termino aqui, assim. Sylvian-Japan; Sylvian-Sakamoto; Sylvian-Nine Horses; Sylvian-Sylvian…
Ms. Holliday porque traz na voz tudo do mundo. Essa não consigo mesmo lá chegar. O espanto é mudo. O espanto acontece de todas as vezes. E todas as vezes são a primeira vez. E não há nada como a primeira vez. Ms. Holliday. Penso que se pode dividir o mundo em duas metades: quem gosta de Nina Simone e quem gosta de Billie Holliday. Ok. Gosto da Nina Simone. Mas Billie Holliday não se compadece com apenas “gostar”, ela exige algo muito mais além, algo muito mais abrangente e abstracto, uma névoa indefinível… Porque aquela voz tem tudo no mundo lá dentro.

terça-feira, janeiro 31, 2006

ftyfhvtvjhyr

Aprendi-te.

Purelesss

Ouvi o album dos Clap Your Hands Say Yeah. Não percebi qual é o grande alvoroço. São iguais aos Arcade Fire. Aliás, toda a gente é igual aos Arcade Fire. Não percebo. Não acho sequer que os Arcade Fire sejam grande coisa. Estarei a não perceber algo? Não passam de cromos... E o som, bem, é rock, sempre a mesma cena. Nada de novo. É como os The Strokes, falam, falam, e não dizem nada. Que maçada!
Ouçam o álbum dos Modeselektor, "Hello, Mom" e vejam onde está a vida e o verdadeiro pulsar da música.
O resto é...

O Esplendor do Dourado em esbatimento imparável

A sério. Ouçam. Não há nada como o esplendor da má música em toda a sua Glória. Chamam-se MU e têm um álbum chamado "Out Of Breach (Manchester's Revenge)". Momentos altos: "Stop Bothering Michael Jackson", "Throwing Up" e "Paris Hilton". Impagável. Imparável. Só ouvido...
Obrigado, minha metade, por este tesouro... Para sempre.

Imponderabilidade

Eu sou a Esperança. Vocês são o Horror.

Não, eu sou o Horror...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Aloha

Quero muito um mundo sem religião, qualquer que seja.
Quero que o Homem seja capaz de saber, por si próprio, o que deve fazer.
Quero uma profusão de dourados nas nossas vidas.
Quero que o fim seja o único princípio que conhecemos
Quero.

terça-feira, janeiro 24, 2006

Mbo

Coisas boas que o Senhor Marquês anda a ouvir. A Saber:

. Ellen Allien: Thrills
. Audion: Suckfish
. Superpitcher: Here Comes Love
. Michael Mayer: Touch
. Client: City
. Tiga: Sexor
. Booka Shade: Memento
. M.I.A.: Arular (Cortesia do grande Pés de Vento, Amen!)
. The Juan MacLean: Less Than Human
. OutHud: Let's Never Speak Of It Again

TuDo MuiTo BoM!

e coisas estranhas e maravilhosas:

. Caribou: The Milk Of Human Kindness (Que Título, Meu Deus!)
. Boards Of Canada: The Campfire Headphase
. Nine Horses: Snow Borne Sorrow

Quase me afogo no meu bom gosto...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Crash Toujours

Não percebo o porquê de toda esta azáfama com a eleição do presidente da república. Não percebo a república. Não seria muito mais simples se em Belém estivesse um Bragança, como devia ser? O que faz um presidente cá, um Rey faria muito melhor.
Já que estamos numa de reivindicações: Baixem o preço dos Monte-Christo, do conhaque Napoleon e dos Jaguars, logo veriam se a vida não era melhor.
O Povo não sabe nada!

... mar-em-morto

Quando era adolescente queria ser um cruzamento entre o Neil Tennant, o Morrissey e o Stephen Fry. Queria escrever como o Bret Easton Ellis, fotografar como o Bruce Weber e fazer filmes como se os irmãos Scott e o James Ivory fossem uma só entidade viável, ao som das composições de Michael Nyman interpretadas por Alexander Balanescu e seu Quartet. Isto num mundo reproduzindo o “Brideshead Revisited” de Waugh.
Tenho 34 anos e a barriga do Stephen Fry.

Pethead

A minha devoção pelos Pet Shop Boys é imorredoira, perene, o que quiserem. Sou um dos fiéis. E 2006 é ano PSB. Chega em Abril, chama-se “Fundamental” e é produzido por Trevor Horn. Antes vem “Minimal”, batida electro minimal, voz em vocorder a repetir mi-ni-mal… Mal posso esperar!
Já agora, se puderem, ouçam o duplo “Back to Mine” que eles fizeram o ano passado e maravilhem-se. São dois CD, um para Neil, outro para Chris, dois mundos, duas abordagens, venha o diabo e escolha. Pessoalmente, o CD 2, o de Chris, é o que mais me diverte, todo ele em anos 80 profundos e negros, mas tudo é possível.

Neues Trinity

Juntem as Client de “City”, os Ladytron de “Light & Magic” e o Tiga de “Sexor”. Que o mundo acabe já amanhã numa explosão de fogo e terá valido a pena.

Caliber

Como sempre. Nada mais. Não resisto aos anos 80. Talvez por isso me agrade tanto o album das Client, "City". Por portas e travessas. Como se estivessem a fazer empadas ou outra coisa qualquer. Mesmo assim. E gosto das remisturas do Rex The Dog para "Radio".Porque sim.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Mein Teil '06

Ver ao som da "There Are No GuitaRz on This Mix by Pet Shop Boys"
Rammstein: Mein Teil

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Ze Returnz

Eis-me de volta. Pela música. Pelo amor. Schmaltz. Mas é assim. Bom 2006.

sexta-feira, outubro 21, 2005

When you're Falling

Quando saiste do duche e te foste meter na minha cama, com ar maroto e satisfeito, senti que algo se tornou carne e viveu entre nós. Comovi-me. Porque naquele momento, ao aolhar para os teus olhos, e para o teu sorriso, vi aquela mesma cena repetir-se muitas vezes no futuro, o nosso futuro. E só isso bastou para me apetecer tomar-te nos meus braços e nunca mais te largar. A minha cama passou a ser a nossa cama, a minha casa passou a ser a nossa casa. A minha vida passou a ser a nossa vida. É engraçado como são as pequenas coisas, aqueles momentos aparentemente insignificantes que transformam tudo em certezas. Um gesto, um olhar, o cd dos Deep Dish, a lágrima na tua face que limpei com a minha mão. Sim, a felicidade também pode fazer chorar, as mais belas lágrimas são aquelas que correm quando estamos nos braços de alguém e o mundo, a vida, podem ser uma possibilidade. Mesmo estando lá fora, tão longe do calor dos nossos corpos cansados. Mas só a possibilidade é satisfação bastante. Eu sei que consigo, porque estás comigo. Até é simples, no fundo...

quinta-feira, outubro 20, 2005

Lovely Head

Para nós.

Nothing's Impossible

Nunca pensei ser possível sentir a falta de alguém de uma forma física. É como uma dor indistinta e sem destino, uma malaise inexplicável e sem forma que, no fim, até tem nome, o teu... Foi o que me aconteceu ontem, um dia em que tudo correu bem, até comprei um carro e tudo, mas havia qualquer coisa que estava a estragar a alegria de todas as coisas boas. Depressa me apercebi que essa coisa se chamava "Ausência". A tua. Pois é, não te vejo desde sábado e essa ausência já se manifesta de uma forma física. Não julgava tal prodígio ser possível. Mas foi. Está a ser. É on que me fazes. Mas, por uma vez, não me importo. Gosto e encorajo esses sentimentos, porque significam que há pertença, essa coisa tão difícil de obter entre duas pessoas. Sim, eu sei, quem me vê e quem me viu, mas é assim mesmo. Gosto de saber que te pertenço e que isso se torna absoluto. Não quero voltar a sentir a mesma coisa, naturalmente, mas ter acontecido já me disse imensas coisas sobre nós, meu amor! Sim, meu amor, fogo das minhas entranhas, vida da minha vida. Tudo isso. Todos os clichés. Fazem sentido. Quero senti-los, quero repeti-los, quero gritá-los aos setes ventos. Contigo. Porque sim. Sinto. Contigo. És.

terça-feira, outubro 18, 2005

Angels with silver wings should know no suffering

Basta saber que sim. Basta chegar ao fim do dia e ter a noção de que existe alguma coisa boa na nossa vida, alguma coisa que nos faz pensar que a nossa existência vale a pena. Sinto isso agora muitas vezes, um sentimento, uma impressão que chega sem razão, sem destino, e que nos eleva acima da vida normal do dia-a-dia. É simples: sinto-me amado. E não há mais nada a dizer.

sexta-feira, outubro 14, 2005

Aymuthin


Porque sabes.

Crystal Clear

Por tudo. Por nós. Para sempre?

Lotte Lenya Lervia

Em cima da ponte, sobre o rio.
Mãos dadas. Silêncio.
Who are you?
Estar com alguém significa isso mesmo.
Momentos.
Quando o mais importante é o que não se diz.
E saber que nada poderia separar-nos nesse instante precioso.
As One.

Mira

Sei porque vejo nos teus olhos. Sei porque sinto na tua pele. Sei porque ouço na tua voz. Sei porque sinto no teu coração. Sei. És.

Odlercombe (The Mystery of Light)

No Love No Glory

Manathi

Tens em ti o poder da minha vida.

A Cor da Chuva

Sentir é uma das coisas que mais falta faz, que mais falta me faz. Durante muitos anos tentei não sentir nada. Por ninguém. Por coisa alguma. Nem por mim. Resultou ao ponto de me ter tornado completamente insensível. Mas, no fundo, sabia que não podia durar. Ninguém pode passar o tempo todo a não sentir nada. E eis que acontece: começo a sentir. De repente, sem aviso, pé ante pé, docemente. E agora? Ainda o sei fazer? Penso que sim. Penso que consigo sentir. E é tão bom poder sentir, poder entregar-me a todas as sensações do corpo e da mente, a esse pequeno milagre que é olhar nos teus olhos e saber que se tudo acabasse uma coisa tinhas feito: devolveste-me a capacidade de sentir, de me emocionar, de acreditar que é possível. E sim, acredito que é possível. Por ti. Por mim. Por nós os dois. Devolveste-me o futuro. O meu futuro que agora também é teu. Por isso te agradeço e te prometo: Quando amo, amo até ao fim. Daqui a uns (longos) anos me dirás.

quarta-feira, outubro 12, 2005

Higher Love


I can taste more than feel
This burning inside is so real
I can almost lay my hands upon
The warm glow that lingers on
Moved, lifted higher
Moved, my soul's on fire
Moved, by a higher love
I surrender all control
To the desire that consumes me whole
And leads me by the hand to infinity
That lies in wait at the heart of me
Moved, lifted higher
Moved, my soul's on fire
Moved, by a higher love
Heaven bound on the wings of love
There's so much that you can rise above
Moved, lifted higher
Moved, moved, by a higher love
By a higher love
I surrender heart and soul
Sacrificed to a higher goal
Moved, moved by a higher love
By a higher love

DEPECHE MODE
"Higher Love"

World in my Eyes


Let me take you on a trip
Around the world and back
And you won't have to move
You just sit still
Now let your mind do the walking
And let my body do the talking
Let me show you the world in my eyes
I'll take you to the highest mountain
To the depths of the deepest sea
And we won't need a mapBelieve me
Now let my body do the moving
And let my hands do the soothing
Let me show you the world in my eyes
That's all there is
Nothing more than you can feel now
That's all there is
Let me put you on a ship
On a long, long trip
Your lips close to my lips
All the islands in the ocean
All the heaven's in motion
Let me show you the world in my eyes
That's all there is
Nothing more than you can touch now
That's all there is
Let me show you the world in my eyes

DEPECHE MODE
"World In My Eyes"

Aerial

É muito bom, por uma vez, deixarmo-nos levar pelo amor e saber que nos podemos pôr nas mãos de alguém e saber que estamos em segurança. Havia já muito tempo que isso não me acontecia. E estou a gostar. Faz bem. Sabe bem.De facto, não há nada melhor do que partilhar a nossa vida com outra pessoa. Como deve ser. No Man's An Island...