sexta-feira, setembro 22, 2006

Pure

tingle tangle bubbly bosh

white feathers





Would you like to know ?

Twist...

...in my sobriety.

terça-feira, setembro 12, 2006

Rafjanih

the still waters running deep through our hearts

The heart in the jewel

... tangerine dream...

The jewel in the heart

into the Abyss

segunda-feira, junho 05, 2006

quinta-feira, maio 04, 2006

Lathring

Vejo a tua cara envolta em névoa, o teu sorriso a dizer-me que sim, que há um futuro para nós os dois, um futuro radiante, cheio das coisas de que são feitos os sonhos. Os nossos. É assim que sei que poderá ser. Sei que sim. É difícil ter certezas nesta vida, mas esta eu tenho. Tu e eu. Por muito que custe agora esta separação imposta pela impossibilidade. Não quero pensar em mais nada.

quarta-feira, abril 26, 2006

In Utero

O Senhor Marquês faz hoje 35 anos. Huraaaaah! Ou não...?

quinta-feira, abril 20, 2006

A Senha Secreta

Na minha cama. No meu quarto. No duche. Na praia. Na Universidade. No restaurante. No bar. No carro. No jardim. No cinema. No autocarro. No centro comercial. No comboio. Na Zara. No estacionamento. No avião. Em Londres. Em Manchester. Em Paris. Em Amesterdão. Em Roterdão. Em Bolonha. Em Weimar. No Atlântico. No Mediterrâneo. Na Biblioteca. No Tirreno. No McDonald’s. Numa rave. Na igreja. Na tua boca.

Technicolour II

Como uma vibração intelectual, escarrapachado no meio do espectro cromático, o Verde pode ser um problema. È que existem muitos verdes dentro do próprio verde e cada um tem o seu QI diferente. Existe o Verde que nunca deveria ter acontecido, o Verde estúpido, o Verde que está verde de inveja, e existe também o verde assim-assim, um verde quero-lá-saber. Mas algures, dentro do Verde, existe um Verde aqui e ali, um verde com algo para dizer, um verde inteligente, um Verde com alguma integridade. É este o tipo de Verde para mim e para vocês, aquele verde com quem devemos ser vistos, vívido, vibrante, vivendo a sua vida. Deveríamos passar a maior parte das nossas vidas, eu e vocês, com um verde destes, pode ser que algo dele passe para nós…

quarta-feira, abril 19, 2006

Technicolour

Um dia, muito antes do mundo começar, no princípio do Tempo, quando a Luz estava a decidir quem deveria entrar no espectro cromático, o Amarelo estava em sarilhos porque o Verde não queria que ele fizesse parte do espectro, não se sabe bem porquê, talvez por alguma espécie de inveja primordial, mas o facto é que isto magoou imenso o Amarelo, que chorou lágrimas amarelas durante várias Eternidades. Ao saber disto, o Azul decidiu actuar e chamou o Verde para uma pequena conversa, fazendo-o ver que se ele e o Amarelo se juntassem, não que o quisessem fazer, mas podia acontecer, fariam eles próprios o seu Verde... Ora o Verde ouviu a conversa do Azul e percebeu o que ele queria dizer. Deixou então que o Amarelo entrasse no espectro. As coisas acabaram por se resolver a contento de todos: o Amarelo ficou com os limões e o Verde ficou com as limas.


terça-feira, abril 18, 2006

Helix

Penso estar a criar um mito de mim próprio.

Gravastar

We're all in the gutter... but some of us are looking up your arse...
Mais palavras para quê?

Touché

"You are a magnificent cunt", diz o Mayor de NYC a Jodie Foster, ao que ela sorri e agradece, enlevada...
Grande frase, de um grande filme: Inside Man, a Spike Lee joint.

terça-feira, abril 04, 2006

kuri-kuri

Naquele dia em especial as recordações pareceram-me estar profundamente presentes. Olhava em volta e via sombras, lugares, cantos, esquinas reconhecidas e sentidas, como se tudo aquilo se tivesse passado ontem e não há vinte anos. Encostado ao jipe, esse símbolo da minha prosperidade conseguida a preço terrível, com um céu cinzento a ameaçar chuva a qualquer momento, senti-me outra vez jovem, com a carne e o espírito frescos, pronto a tomar o mundo de frente, sem medo. As pessoas à minha volta pareciam flutuar numa meia-luz líquida, impressionista. Este meu mundo de hoje é um lugar estranho, cinzento, vazio de maravilhas e de espantos, tudo aquilo que eu jurava a pés juntos não conseguir viver sem. Mas aqui estava eu, no mesmo sítio, estes anos todos depois daquele Verão em que tudo se passou e em que eu achei, com todas as forças do meu ser, que estava apaixonado e que isso iria definir toda a minha existência daí para a frente. Como estava certo. E como estava errado. Sim, estava apaixonado, sim isso definiu a minha vida. Mas não como eu estava à espera. A minha vida foi definida. Mas pela face contrária. Pela perda, pela admissão de um falhanço absoluto, pela impossibilidade de um regresso aqueles dias na Arcádia. Essa Arcádia que era aqui, neste mesmo local. Do alto do monte, olho e vejo o que já lá não está, um mundo dourado de esperanças, de amores prontos a deflagrarem, de sensações e de toques, de inflamados corações. Tanto tempo. E eu já não sou o mesmo, nem consigo sorrir. Só consigo sentir o metal frio do Range Rover a lembrar-me a distância entre as recordações e a realidade actual. Sei que se entrar naquele enorme palácio, estarei a voltar a um tempo sem tempo, a uma suspensão de partículas sem nome. Sei que estarás lá. E essa contingência faz-me estremecer. Fecho os olhos. depois.

segunda-feira, abril 03, 2006

Fixão

"... e por entre os destroços de uma coisa finita, cinzenta, inconcebível e bifurcada, os braços estendidos de uma esperança metálica esbanjam o encantamento dourado de quem não tem, nem pode ter, nada mais a perder. Toda a vista em redor não assume mais que a existência. Estamos deitados sob o luar de uma visão de gelo e pele. Pass this on. A mensagem até é simples, nós é que já não conseguimos saber se, até que um dia... nada como será o fim e todas as coisas em redor de uma negra admissão de uma culpa que não nos pertence. Porque não podemos ir brincar lá para fora?"
Charles Stuart, "The Slickest Metals", 2004

sexta-feira, março 31, 2006

Em segredo III


Palácio do Vidigal.
Praça de touros vista da galeria Sul. Símbolo do gosto de D. Carlos pelas tradições do seu povo, foi palco de tardes de folia nas lides tauromáquicas. Tem muitas histórias para contar, boas e más, com lendas e maldições à mistura. Mas a tragédia maior foi a de um Rey que perdeu o sentido e o amor do seu povo...

Esta noite

Já disse aqui e repito: não há nada mais fascinante do que má música de génios. É por isso que este álbum de Bowie me é tão querido: Tonight, 1985. Seguindo o grande sucesso de "Let's Dance" (1983), este foi o primeiro mau disco da até aí impecável produção de Bowie. E marcou o final de alguma coisa nele, porque a seguir a coisa deixou de correr bem... De qualquer modo, este é o disco de "Loving The Alien", no esplendor dos seus 7.09 minutos, e de "Blue Jean", dois clássicos absolutos na discografia do senhor.
Devo referir que o álbum seguinte, "Never Let Me Down Again", de 1987 é igualmente mau e igualmente fascinante...

quinta-feira, março 30, 2006

Em segredo II

Palácio do Vidigal, galeria da fachada sul. Com o sol da Primavera a brilhar, ainda o infortúnio parece maior. Pede vida, pede animação, pede alma!

quarta-feira, março 29, 2006

Em segredo I

Portugal tem destas coisas.
Este é o Palácio do Vidigal, na estrada entre Vendas Novas e Canha. Foi mandado construir pelo Rey D. Carlos, em 1896, e pertence hoje à Fundação da Casa de Bragança. Está situado no meio de uma gigantesca Herdade com 9900 ha e está fechado. É um edifício de traça graciosa, com risco do próprio Rey, que nunca viu a sua obra terminada. Como é propriedade privada, não pode ser visitado e está vazio, fechado, à espera de...
Património deste não abunda em Portugal e é assim que é tratado.
Possa este apelo servir para, ao menos, as pessoas irem visitá-lo.
Já será alguma coisa.

... espuma...

Quero ser invisivel
Quero ser ar
Quero ser água
Quero ser espuma
Quero ser nada
Quero ser Amor
Quero ser Tudo
Quero ser Deus
... naturalmente.

cuckoo

Porque será que a nossa loucura nos parece sempre mais normal do que a dos outros?

terça-feira, março 28, 2006

Tramellmobile

Miss Tramell em Londres ao volante de uma destas belezas, o Spyker C8 Laviolette. Será esta a melhor combinação Diva/Máquina de sempre?

The Second Coming

E 1992 transforma-se em 2006 e os devotos agradecem e sentem o chamamento...
Tal como a palavra de Deus ou de Maomé, a palavra de Catherine Tramell é Lei e Mandamento e Ordem.
Em Março, os instintos básicos tomam conta do planeta.
E Sharon Stone reclama o Seu lugar de Criatura Divina, com os seus filhos em adoração.
Amen!

cool


Uma grande surpresa, um prazer recém-descoberto, um profundo gozo, assim é este album do saxofonista Praful, um disco que é dificilmente classificável, mas voga entre um lounge sofísticado e inteligente e um new-age sem tiques, para produzir um estimulante cocktail de sons e culturas. Continuo a afirmar que há muito poucad coisas que batam o prazer de uma descoberta musical inesperada.

V

Confesso que não estava à espera. Este não é o típico blockbuster de Verão para idade mental de 12 anos, com explosões e afins à velocidade da luz e do esquecimento. Quem estiver à espera de um "Matrix" feito em Inglaterra, vai ficar decepcionado. Este é um grande filme de acção, com um look poderoso, um cast acertado e uma história com terríveis e assustadoras resonâncias contemporâneas. Nada mau para os irmão Matrix. Só é pena que não tenham sido eles próprios a realizarem o filme, porque James McTeigue faz à maneira de..., mas sem nunca lá chegar, falhando, de certa forma, o golpe de asa que transportaria o filme para outra dimensão.
E um desabafo: um filme destes todo falado em inglês de Inglaterra, que maravilha, música para os ouvidos! O que me leva a concluir que Natalie Portman fez um grande trabalho. E a voz de Hugo Weaving, um prazer!
Evitem os preconceitos e vão ver, nestes dias de terrorismo e seguranças todas-poderosas a justificarem tudo, dá que pensar, em especial porque Londres é já ali...

sábado, março 25, 2006

...deixa a manhã dizer...

As lágrimas que partilhamos servem para tornar esta a nossa realidade.

perdoa



Foram as lágrimas que mais prazer me deram em muito tempo, choradas por mim, sentidas por mim, lágrimas boas, lágrimas puras.

Quando ouvi a canção pela rimeira vez fiquei a saber que a teria que ouvir contigo, porque sim, porque era.

E tudo graças a esta grande senhora e à sua música, às suas palavras. Primeiro foi o sorriso, depois o arrepio, a evidência, as lágrimas e a certeza.

A minha vida era só melancolia
Até você me aparecer um dia
Como se fosse uma rosa fugidia
Fez dos meus sonhos esta louca fantasia
Ainda sinto o seu perfume encantador
E nos meu lábios, os teus beijos sedutores
Perdoa, meu amor, perdoa
Perdoa se me tens amor
Marisa Monte - Perdoa Meu Amor, Universo ao meu Redor, 2006

Mereces o mundo...

quinta-feira, março 23, 2006

Nordic flavour

Vindos do Norte, em disco século XXI, com todos os sabores de todas as músicas. Moroder com um cérebro e educação superior.
O calor das máquinas, cortesia da Noruega.

Ha!

O prazer! A própria luxúria! O segredo! A maravilha!
Nada, mas mesmo nada se compara a um Moleskine!
A minha existência confiada às folhas deste prodígio...

sexta-feira, março 03, 2006

Box

Como uma caixa chinesa.

Blue Skies

Todos os céus azuis dentro da minha cabeça.

semfim

Todos os fins de todos os dias das nossas vidas.

Manathan Raj

Que o esplendor desta coisa que somos nós continue no esplendor de todas as coisas que são o mundo.

A Linha de um novo Horizonte?

Sendo que a noite é o espaço por excelência dos amantes, será todo este brilho de néon sinal de que os afectos estão também... artificiais...?

Aha!

Porque será que só se consegue cumprir um amor perfeito através dos mais perfeitos clichés...?

Twynings

The most you can expect in your lifetime is to find your soul mate.
I guess I am one of the lucky bastards.

Phoenix


Sinto-me a própria Fénix, renascida das cinzas, pronta a conquistar o mundo.
Sim. Tu.

quinta-feira, março 02, 2006

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Need

Ontem senti uma necessidade absoluta de falar contigo, de ouvir a tua voz, de te saber com vida, comigo. Foi uma necessidade imperial sem resistência possível, absolutamente egoísta. E quando te ouvi tudo voltou a ser claro e a fazer sentido. É assim. Como o respirar, preciso de ti. Simples, não é? E não apetece lutar contra essa necessidade. As voltas que a vida dá...

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do dever IV

Uma descoberta: Shpongle. Nothing Lasts, but Nothing is Lost. Todas as músicas do mundo num só CD. Muito bom. Gosto quando estas coisas me aparecem vindas do lado nenhum. E é muito bom. Todas as electrónicas destes mundos e de outros quaisquer que possam por aí aparecer. Grande Simon Posford!

Ending


Brokeback Mountain. Pelo fim. Pela inevitabilidade dos sentimentos. Pela urgência do Outro. Pelas escolhas e pelo que não se pode controlar nelas. Pelo sentido de estar com alguém. Pela falta de sentido de estar com alguém. I wishi I knew how to quit you. Pela declaração de intenções. Pela impossibilidade de ser de outro modo, de sentir de outro modo. Pela promessa solene. Pelo cumprimento de Nós, em oposição ao um Eu só e imcompleto. Por dois grandes actores. Por um Heath Ledger capaz de dizer tudo, sem uma única palavra. Pela camisa ensaguentada mantida como símbolo Daquele momento em que se sabe, sem dúvidas e com uma certeza terrível que nunca mais seremos os mesmos. Porque já não pertencemos a nós próprios. Esse terrível momento. Porque para o amor nada mais serve do que a Eternidade.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do Dever III

Não são os Portishead. Mas tocam-me bastante. Chamam-se Ilya e têm um álbum chamado "They Died For Beauty". A senhora tem uma grande voz e tudo aquilo tem um ar de elegante desconchavo. Gosto.

Miracolo



Em frente à nossa casa.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Pan Nirvana

Ok. Concerto dos Depeche Mode numa semana; no fim-de-semana novidades de Madonna: novo vídeo, "Sorry" a prolongar o regabofe de "Hung Up", desta vez sobre patins e, Oh Deuses do Céu!, a mesma canção remisturada pelos Pet Shop Boys! Haverá maior felicidade? Haverá? E, além disso, este ano o dia dos namorados significa, de facto, alguma coisa! Parece-me muito bem. O Senhor Marquês regozija! Amen!

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Breathe

O meu tempo contigo é tudo ao mesmo tempo, é o espanto de cada vez como se fosse a primeira, os teus olhos são o reflexo da minha vida, passada e futura. Só isso interessa.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

DM

I prefer you behind the wheel.

Touring The Angel

O Senhor Marquês esteve ontem no Pavilhão Atlântico no concerto dos GRANDES Depeche Mode. Oh Meu Deus! O que fazem os anos, a nostalgia, os anos 80, tudo em total harmonia numa alegre conjunção de trintões já entradotes e grisalhos e de jovens loucos como nós o haviamos sido nos idos de 1980. Entre hits novos e clássicos de sempre ("Just Can't Get Enough", para sempre a primordial canção dos DM),o triunfo de uma máquina bem oleada, com a segurança de quem anda na estrada desde sempre. Enfim. E porque é que cada vez que o Martin L. Gore pegava no microfone, a sala vinha abaixo? E um momento, o final do concerto, "Goodnight Lovers", cantado a dois, um final perfeito para uma noite perfeita. É, não vale a pena lutar os eighties serão para sempre o meu tempo. Mesmo passados todos estes anos, sons, vidas, corpos, amores e desamores. E "Playing The Angel" até não é um mau album, all said and done.
E tu estiveste lá comigo, a meu lado, a saber e a sentir tudo aquilo. Momentos como este fazem parte de uma vida. A nossa. Pace.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do dever II

Sei que é um sortilégio. Mas gosto. Editors. The Back Room. Não se pode fugir aos anos 80...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Hansaman

Point taken.

Ectomorphic

The End is the Beginning is the End...

Thundered

What else is there?

Rhythm is Blood.

Paralyzed

Rhythm is God.

Solarized

Rhythm is Life.

Narcotized


Rhythm is Divine

Constant II

As tuas lágrimas são a própria essência da minha vida.

Constant

És a minha casa.

Blaco


It is so.

... without...

Fort Minor, Believe me...

Hoompaloompa

I Am The God Of Hellfire And I Bring You Love!

Supernature

You don't stop, you can't stop...


quarta-feira, fevereiro 01, 2006

As excursões do Senhor Marquês para além do cumprimento do Dever

Ouçam quando a música de dança e tudo à sua volta se apropria do resto de todas as músicas e se tranforma em algo de novo e maravilhoso.

Ouçam, chama-se Whitey: The Light At The End Of The Tunnel Is A Train...

VoX

As minhas vozes: Sylvian; Bowie; Annie Lennox; Alison Moyet; Maggie Reilly (sim, a do Mike Oldfield, Moonlight Shadow e tudo…); Jon Marsh (The Beloved); Beth Orton; Billie Holliday; Chet Baker; Dusty Springfield…
Mas Sylvian… sempre me intrigou imenso saber o porquê do fascínio por ele, por aquela voz… mas falham-me sempre as palavras, ou são de menos, ou são de mais… Vou tentar: a voz de Sylvian acaricia-me a alma, titila-me partes do cérebro que eu não sabia que tinha, faz-me cócegas ao ouvido interno. Transporta-me. Para todo o lado e para lado nenhum. Como eu gosto. O importante é a viagem. Um chá de cerejas negras do Japão. Um entardecer no Rajastão. O toque da seda na pele. O absoluto. O Absoluto. My Darkest Dreaming. Assim. Pode ser? Sinto que poderia escrever para sempre e mesmo assim não conseguiria chegar lá. Por defeito, termino aqui, assim. Sylvian-Japan; Sylvian-Sakamoto; Sylvian-Nine Horses; Sylvian-Sylvian…
Ms. Holliday porque traz na voz tudo do mundo. Essa não consigo mesmo lá chegar. O espanto é mudo. O espanto acontece de todas as vezes. E todas as vezes são a primeira vez. E não há nada como a primeira vez. Ms. Holliday. Penso que se pode dividir o mundo em duas metades: quem gosta de Nina Simone e quem gosta de Billie Holliday. Ok. Gosto da Nina Simone. Mas Billie Holliday não se compadece com apenas “gostar”, ela exige algo muito mais além, algo muito mais abrangente e abstracto, uma névoa indefinível… Porque aquela voz tem tudo no mundo lá dentro.