quarta-feira, abril 23, 2008
OneTwoThree
a rolha salta e desaparece algures entre os brocados púrpura e os vestidos compridos das damas altas e elegantes e o precioso néctar jorra com alegria para dentro do cristal delicado dos copos nas mãos delicadas dos convidados belos e aborrecidos que o olham como se dele dependesse a sua vida e o consomem como se o amanhã não existisse dando graças breves à garbosa viúva gaulesa debaixo do sorriso da lua perfeita que esbanja os seus poderes nos seus filhos dilectos sorridentes e à beira deCrispy Bacon Superstar
We all feel better in the dark
We all feel better in the dark
We all feel better in the dark
domingo, abril 20, 2008
cAt peOpLe
OST
Banda sonora de uma pequena pérola chamada "The Warm State" que poderá, eventualmente, chegar a estrear na Lusa Pátria. A saber:
01. Blancmange: Living On The Ceiling
02. Belouis Some: Imagination
03. Heaven 17: Temptation
04. The Adventures: One Step From Heaven
05. Animotion: Obsession (USA 12'')
06. Deborah Harry: In Love With Love
07. Guesch Patti: Etienne
08. Peter Gabriel: Big Time
09. Duran Duran: Skin Trade
10. Blondie: War Child
11. Roxy Music: The Thrill Of It All
12. Japan: Visions Of China
13. Desireless: John
14. Arcadia: Say The Word (Extended Remix)
15. Erasure: Rapture (Club Mix)
16. Bronskie Beat: I Feel Love/Johnny Remember Me
Para quem não tenha percebido o filme passa-se algures a meio de década de 80. E ainda bem. Só por esta escolha de música deverá valer a pena. Caso haja (ainda) dúvidas: THE 80s WILL LIVE FOREVER!
segunda-feira, abril 07, 2008
Question?

Não consigo evitar. É uma daquelas certezas que nos acometem e insistem em não nos deixar, mesmo contra toda a racionalidade, contra toda a realidade, contra todo o bom senso, contra... tudo. Mas não vale a pena. Chego a ter medo. Claro que nada disso interessa quando basta um olhar para tudo se esfrangalhar e ficar em estado de sítio. E vem a certeza, o desejo, a necessidade, uma avalanche que chega a ser paralisante. Mesmo. E não há cérebro que consiga vencer. Como nunca. Porque tem que ser. Tem mesmo que ser. Sei que sim. Acredito que sim. Porque nunca nada calou tão fundo. É o momento de todos os momentos. Nada será igual depois. É isto. Acredito. Posso. Quero.
domingo, abril 06, 2008
sábado, abril 05, 2008
Something Skin
Há coisas que escapam ao nosso controlo. Há pessoas que nos atraem sem que possamos fazer nada para o impedir. Há peles que queremos tocar com toda a força da irracionalidade. Há lábios que queremos beijar como se disso dependesse a nossa vida. Há momentos que sabemos podem definir a nossa existência. Há um antes e um depois. E há a memória. E essa dura para sempre. Até lá, bem, há um ardor que nos consome, uma certeza que não desaparece e se arrasta na poeira dos dias, que são longos, longos, longos, longos...OOOH!
Há qualquer coisa na música das Girls Aloud que me toca várias e muyto poderosas campaínhas. Será a liberdade absoluta da pop pura e sem compromissos? A perfeição tem destas coisas. Mas é uma música húmida, visceral, física, visual, poderosa, sem concessões a valores menores. A pop quando é total é a mais excitante das formas de Arte. domingo, março 30, 2008
The Heart Is Lost
Um sorriso que faíscava como o sol sobre o gelo ártico nasceu do rosto perfeito. Se o ar pudesse sangrar, aquele sorriso, semelhante a uma navalha, tê-lo-ia cortado tanto que, nesse momento, haveria um véu púrpura entre os dois. A voz escorre doces venenos: Você é uma cornucópia de coisas adoráveis. De um tronco escondido dentro do meu ser, despontaram subitamente flores luciferianas de um azul intenso: Nada me excita, excepto a sua excitação. E eis que cessaram os ventos quentes do frenesim coral. Entretecendo as suas grinaldas verbais, em prosa e verbo, de magnífica hera venenosa, a voz declara: Meu caro, se houver a possibilidade de nada ser feito, certamente que, com todo o vigor, nada será feito. Sorrisos. Haveria tanto para dizer do luxo ocioso. Silêncio. Um arrufar de tecidos caros sobre outros tecidos ainda mais caros. Pausa. Há algo de bizarro quando pensamos no nosso Criador, afinal ele é também o nosso Devorador. Touché! E compôs a sua máscara mais críptica, embora uma certa chispa no seu olhar sugerisse que ainda havia algo demoníaco latente na sua natureza. A minha sentença: Onde há vontade, há Eros, mas também há Tanatos... Um breve momento de triunfo. Muito bem, devemos ter sempre à mão uma alusão clássica adequada, para podermos não a utilizar. Todos nós possuimos abismos de sinceridade que ainda não ousamos explorar. Sabe tão bem como eu que não existe nenhum Inferno tão terrível como um Inferno velho...Bowie.Architect
Is delay just wasting my time
Looking across at Richard Rogers
Scheming dreams to blow both their minds
It's difficult you see
To give up baby
To leave a job
When you know
You know the money's from day to day
All the majesty of a city landscape
All the soaring days in our lives
All the concrete dreams in my mind's eye
All the joy I see
Thru these architect's eyes
Cold winter bleeds on the girders of Babel
This stone boy watching the crawling land
Rings of flesh and the towers of iron
The steaming caves and the rocks and the sand
Stomping along on this big Phillip Johnson
Is delay just wasting my time
It's difficult you see
To give up baby
These summer scumholes
This goddamned starving life
All the majesty of a city landscape
All the soaring days in our lives
All the concrete dreams in my mind's eye
All the joy I see
Thru these architect's eyes
It's difficult you see
It's difficult you see
David Bowie
Thru This Architect's Eyes
Outside, 1995
sábado, março 29, 2008
Lament
Há pessoas que aparecem e desaparecem das novas vidas quase sem darmos por isso. Tenho andado carregado com o peso de considerar que uma dessas pessoas da minha vida desapareceu porque eu deixei e não fiz grande coisa por a prender e a ter perto de mim. Agora será tarde demais para desfazer o mal? Espero que não. Amigos de verdade, apesar de todas as suas loucuras e disparates são poucos e não podemos dar-nos ao luxo de os deixar evaporar. Muito boas recordações ficam. Mas penso que não chegam. Sam, onde quer que estejas, volta, estás perdoado!
Delidelux
ovos de codorniz cozidos.
Por todo o dia de hoje o Senhor Marquês tem andado a sentir nostalgia pelos idos de Brideshead.
Foi em Oxford que Sebastian Flyte serviu a Charles Ryder os famosos ovos de Tarambola de Brideshead que as ditas puseram mais cedo para Lady Marchmain. E foi depois desse repasto de ovos e champagne que tudo começou.
Longe de Oxford e doe Brideshead, faz-se o que se pode...
E ovos de codorniz cozidos são uma delícia.
E ovos de codorniz cozidos são uma delícia.
Cheers!
sexta-feira, março 28, 2008
Sin with Sebastian
Um Dandy do novo século e afins.
Foi crucificado nas Filipinas.
Prefere sexo com prostitutas.
No passado dia 8 de Março foi impedido de entrar nos EUA.
O motivo? Muyto simples: Torpeza Moral...
Amen!
sábado, março 22, 2008
Welcome Home!

A irmã do Senhor Marquês regressou ontem à Lusa Pátria após uma semana passada nas quenturas das areias do Saara marroquino, acompanhando a nossa ilustríssima Elisabete Jacinto no Rallye Aïcha des Gazelles. Sua Graça veio cansada mas com a alma plena de exotismo e de cheiros e cores do deserto e de uma cultura tão diferente da nossa. Promete voltar em breve. Para já, recupera da aventura nas delícias do calor familiar. Bem haja!
Good Things (Come to Those Who Wait)
The Adventures - The Sea Of Love.
O Tempo pode ser tão bom para nós.
Poderá ser uma lágrima o que assoma ao canto do olho...?
quarta-feira, março 19, 2008
A Senhora!
Primeiro avanço para "Hard Candy", que sai a 28 de Abril.
Estranhamente, a coisa dá-se.
Mais uma vez, amen!
domingo, março 16, 2008
terça-feira, março 11, 2008
No Country for Good Men
Custa 432.350€. O meu tem 78.985€ de extras.
Devo recebê-lo lá para o Outono.
Cheguei a hesitar em comprá-lo. Não quero saber.
Quero andar com ele por aí, quero que toda a gente o veja.
Porquê? Porque posso tê-lo. Porque posso fazê-lo.
Porque este país precisa de mais Bentleys.
Para acabar de vez com certas ideias.
Portugal é um país de pessoas pequenas, com mentes pequenas.
Mais Bentleys.
Mais garrafas de Veuve Clicquot.
Apesar da República, apesar de um presidente chamado Aníbal,
nascido no Poço de Boliqueime.
Seremos felizes.
segunda-feira, março 10, 2008
UFOed

Ando a ouvir um disco chamado "Astronomy For Dogs", de uns senhores ingleses chamados The Aliens e até estou algo perturbado com o quanto me agrada. Afinal, o prog não está morto e recomenda-se e os Pink Floyd são mesmo a melhor banda do mundo. Mesmo para mim? Basta ouvir aquela faixa chamada "Rox" e tudo será perdoado... E "The Happy Song", com aquele refrão "happy, happy, happy, happy, happy, happy, you wanna be happy..." parece-me a coisa mais adequada do mundo...
Touché!
Frase memorável de "Turbo Folk", a nova "coisa" do Teatro Praga, em cena no S. Luís, em Lisboa: "O Amor é dar algo que não temos a alguém que não o quer...". Amen!
quarta-feira, março 05, 2008
Zero
Grandes interpretações de Colin Firth e Hart Bochner.
Uma história tortuosa e cheia de curvas e não ditos,
um ambiente sufocante numa Buenos Aires filmada como se de um pesadelo se tratasse.
Grande filme.
Apartment Zero, 1988.
Monument(s)
Para já, 2008 trouxe dois verdadeiros monumentos musicais, daqueles que dá prazer ouvir e ouvir e ouvir. Trata-se dos álbums de Hercules & Love Affair e do álbum "The One" do japonês Shinichi Osawa. Um gozo só. O primeiro, um monumento ao disco dos anos 80, todo ele ritmos e arranjos de cordas sensuais e cheios de carne e suor, ajudados pela voz de Antony Hegarty (sim, o dos Johnsons...). Muito, muito bom. Apetece ouvir e regressar até aos idos de 80, decadências e tudo isso. Mas em bons. Quanto a "The One" é electro do melhor, com muytos convidados e uma versão espectacular de "Star Guitar" dos Chemical Brothers com voz das Au Revoir Simone. Puxa à noite, à dança mais desregada, aquele abandono que gente tão recomendável como Ivan Smagghe recomenda. Neste início de século, o que de melhor se pode querer...? Gozo absoluto.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Ellis Revisited
The Rules of Attraction, 2002.
Realizado por Roger Avary.
Um daqueles em que se passa o tempo todo a pensar:
Oh deuses, que bom poderia ter sido...
Ellis
The Informers.
Em contagem decrescente, com todas as chamas do Inferno.
Foi o último filme de Brad Renfro.
Muyto bom poster.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Classically Perverted
Há coisas que não se escolhem e assim teremos para sempre esse tandem genial formado por Shayne Ward (Breathless) e pelas Girls Aloud (Can´t Speak French) a marcar a nossa banda sonora. Porque não pode ser de outra maneira. Não depende de nós.
I can´t speak french, so I'll let the funky music do the talking...
Excelsior
Foi um daqueles momentos, quase sem se dar por eles. Sabia que ia beber algo bom, o que até não era muyto estranho para a companhia em questão e para o local em questão. E eis que para acompanhar o Canard à L'Orange surgiu um Quinta do Carmo. Bom vinho. Daqueles que se bebem com a convicção de se estar perante qualidade e não se pensa mais nisso. Muyto satisfatório. E veio então o decantador. Lá dentro um Termeão Pássaro Vermelho tratado com as devidas reverências. Todos os presentes sabiam que iria ser bom. Repito-me. Mas o que aconteceu foi que, de repente, aquelas três almas se viram entregues a uma celebração do melhor que este bravo Portugal vinícola pode oferecer. Pessoalmente, o que primeiro me despertou a atenção foi o perfume, o que mesmo não sendo uma novidade em vinhos da Bairrada, e muyto menos nos tintos de Manuel Campolargo, um produtor que parece privilegiar sempre a elegância em vez da força bruta, me deixou alerta. O que se seguiu foi o desfilar de um aroma, como direi, estreito, mas franco, todo ele delicadeza, de tal modo leve que a touriga proporciona um bouquet muito pouco usual para a casta. Quase que arrisco a dizer que, bem, feminino. E também a cor, não opaca, mas belíssima. O corpo não é super concentrado, mas tem estrutura mais do que suficiente. O final não se apresenta prolongadíssimo, mas continua absolutamente irresistível. Os taninos não são demolidores, mas apresentam-se para duradouros. Assim mesmo. Momentos destes fazem valer (quase) tudo o resto que temos que aguentar nessoutros momentos daquilo a que chamamos vida. Gosto de vinhos que possam ser discutidos, compreendidos. Gosto de momentos de prazer absoluto. Gosto de sentir que mereço ser tratado assim e que esta é uma opção para a existência. Só a felicidade conta, venha ela como vier. Posso dizer que sou feliz assim. Vinho e amigos, uma combinação que não pode ser batida. Até à próxima, de volta de uma de Três Marias que por aí andam...terça-feira, fevereiro 12, 2008
The Blues
Baby's got blue eyes
Like a deep blue sea
On a blue blue day
Blue eyes
Baby's got blue eyes
When the morning comes
I'll be far away
And I say
Blue eyes
Holding back the tears
Holding back the pain
Baby's got blue eyes
And you're alone again
Blue eyes
Baby's got blue eyes
Like a clear blue sky
Watching over me
Blue eyes
I love blue eyes
When I'm by your side
Where I long to be
I will see
Blue eyes laughing in the sun
Laughing in the rain
Baby's got blue eyes
And I am home, and I am home again
InstantMoment

Há coisas assim, momentos destes, que nos reconciliam com o mundo e com as pessoas e com as coisas de que gostamos. Aconteceu ontem. Consegui, após muito tempo obter o segundo cd do álbum Very dos Pet Shop Boys, de 1993. Este, um EP de 6 faixas chamado Relentless, foi publicado em edição limitada com as primeiras cópias do cd e praticamente não saiu do Reyno Unido. Sempre o quis conhecer. Pois tal aconteceu. E foi um momento definidor para a minha relação com eles, relação antiga de fan relapso, por vezes muito distante. E aconteceu aos primeiros acordes da primeira faixa, My Head is Spinning. Parei, respirei fundo e tornaram-se claras as razões porque sempre foram a minha banda favorita. Estava, está, tudo lá. A electrónica em estado puro, a alegria, o gozo da máquina, a ironia, uma certa non-chalance auto-referencial e suor, muito suor. Mas, e como sempre acontece com eles, esse suor é vertido de longe, com algum nojo em relação aos outros. Sim. Como deve ser. E fiquei reconciliado com eles. Aquilo é tudo o que de melhor eles sempre tiveram e fizeram e é por momentos destes que vale a pena ter a devoção. Durante aqueles 32 minutos fui transportado para aqueloutra dimensão de prazer absoluto, aquela sensação de pantufa, quentinha e aconchegante, que só as coisas de que realmente gostamos nos dá. Um precioso Momento Instantâneo.
domingo, fevereiro 10, 2008
Endless Road
Come away with me
And I will write you a song
Come away with me on a bus
Come away where they can't tempt us
With their lies
I want to walk with you
On a cloudy day
In fields where the yellow grass grows knee-high
So won't you try to come
Come away with me and we'll kiss
On a mountaintop
Come away with me
And I'll never stop loving you
And I want to wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
So all I ask is for you
To come away with me in the night
Come away with me
Into The Blue
the light the heat
in your eyes
I am complete
in your eyes
I see the doorway to a thousand churches
in your eyes
the resolution of all the fruitless searches
in your eyes
I see the light and the heat
in your eyes
oh, I want to be that complete
I want to touch the light
the heat I see in your eyes
sábado, fevereiro 09, 2008
Caramel Heaven
"I'm only going to heaven if it feels like Hell/I'm only going to heaven if it tastes like Caramel"!!!! Assim é o refrão de "Hold On", do novo album dos Hot Chip, "Made In The Dark". Por isto e muyto mais é que gosto tanto deles e já celebro a sua subida ao estrelato neste .08 cheio de promessas...!
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
The Golden Way
Ando com esta às voltas: "Shoot an arrow to Shiva through the blood of the sun". David Sylvian dixit. E agora?
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